Discernimento ao seguir alguém também é autocuidado ...
- Paula Carolina
- 13 de nov. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 13 de mai.
Na semana em que Suzane Von Richthofen comemorou que sua página passou de 100k de seguidores, me veio à mente a seguinte reflexão:
Na minha visão, o apreço por figuras que cometeram crimes (e estou aqui falando de forma geral, inclusive daqueles que se venderam à “coisas ilícitas” que destroem famílias), me parece denotar algo mais profundo, como se existisse algo que eu não consigo ao certo nomear, quase que hipnótica, na transgressão e nos mistérios que envolvem manipulação disfarçada de recomeço e/ou de boa vida.
Sim, todo Ser tem direito à regeneração, claro, eu acredito nisso, mas, há uma diferença enorme entre ressocializar e idolatrar.
Quando as massas começam a seguir, curtir e compartilhar conteúdos sem discernimento, dessas pessoas, elas alimentam uma toda uma rede energética parasitária que glamouriza as sombras, romantizando a dor das vítimas e apagando a gravidade do que foi feito.
Entra em cena, me parece nesses casos, uma espécie de “força arquetípica”, digamos assim, do “criminoso encantador”, que matou o bom senso, o amor verdadeiro e a empatia, em prol de seus próprios impulsos narcísicos, e, o ato de seguir e idolatrar essas pessoas, na minha visão, geralmente está espelhando as próprias feridas narcísicas daqueles desconectados da própria alma, que são esses seguidores e idólatras.
Na minha opinião, o que geralmente vibra por trás dessa admiração coletiva é o desejo inconsciente de “também ser visto”, de “também ter algum tipo de controle” e de “ter algum tipo poder”, mesmo que às custas de algum desequilíbrio.
Uma pessoa realmente iluminada pela luz divina não é aquela que nega as sombras, mas, sim, aquela que reconhece em quais locais internos essas sombras ainda seduz, e, decide não mais se sucumbir à essa sedução. E nas redes sociais, nada é apenas um clique, pois, cada vez que você segue alguém, um fio energético liga o seu campo áurico ao campo daquela consciência, servindo de canal de troca vibracional.
Portanto, quando a pessoa que você segue vibra em verdade, amor e propósito, esse fio energético pode se tornar um canal condutor de inspiração que te alimenta e te eleva. Contudo, quando quem você segue vibra em vaidade, manipulação, egocentrismo e más intenções, esse mesmo fio pode se transformar em uma espécie de duto de drenagem energética, por onde emoções densas, narrativas egóicas e até formas-pensamentos nocivas podem vir até você e te prejudicar, de alguma forma, principalmente drenando sua energia vital.
Seguir alguém também é uma ação energética de autocuidado, pois, você não está somente acompanhando postagens: você está abrindo uma janela no seu campo energético para que a vibração daquela alma se conecte com a sua.
Portanto, em tempos de saturação digital, convém discernir a quem você está entregando atenção:
“Essa pessoa expande a minha consciência ou alimenta minha curiosidade mórbida?”
“Eu sinto paz e impulso de vida (vontade de viver), depois de ver o conteúdo dela ou drenado, confuso e irritado?”
São questionamentos que convém fazermos, pois, vibração não mente, e, muitos que seguem figuras polêmicas estão, na verdade, se alimentando de enredos manipulados, porque temem demais o próprio silêncio que o impulsiona para a própria evolução pessoal.
Ademais, na minha opinião, esse fascínio, por vezes, é um chamado para olhar para a própria cumplicidade com as sombras, a fim de verificarmos para quê ela está existindo. Em um exemplo prático, até para esclarecer que eu não estou falando nada disso aqui com julgamento, eu mesma já fui viciada em casos criminais, e, acabei me formando em investigação criminal, porém, já dentro da formação, percebi que eu não teria estômago para seguir nessa área, mas, foi crucial para mim, em vários aspectos, que não vou citar aqui quais, para o artigo não ficar tão longo. Ou seja, compreendi para quê a cumplicidade citada adiante estava exisitindo na minha vida.
Dito isso, seja na luz ou na sombra, o que você alimenta se multiplica, então, escolher quem você segue é uma ação de amor próprio, pois, você está escolhendo com quem sua alma está dialogando até sem você saber e perceber.
E o que eu acho da regeneração? Ela é possível sim. Mas, ela não se faz colecionando seguidores e oportunidades midiáticas desmedidas : ela se faz no arrependimento genuíno e no real serviço em prol da luz divina. Essa é minha opinião.
Portanto, que o clique possa ser consciente e o olhar consagrado à luz da verdade divina : é o que almejo postando esse texto.
Com amor divino,
Paula Carolina
FTHBR 44.531.



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