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Perguntei na Companhia Artística da Luz Divina : EXISTE ALGUMA CORRELAÇÃO ENTRE O AUMENTO DE FEMINICÍDIOS E OS TIPOS DE MÚSICA QUE FAZEM SUCESSO HOJE EM DIA?

  • Paula Carolina
  • 14 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

Hoje me veio um pensamento que não saiu da minha cabeça : “Será que existe alguma correção entre o aumento de feminicídios e as músicas que fazem tanto sucesso hoje, principalmente os funks proibidões e outros estilos de músicas ultra-sexualizadas?


E, dentro de uma Apometria de Arcanjo Sandalfon, resolvi perguntar à egrégora da Companhia Artística da Luz Divina.


Percebi o seguinte : não exste uma causa única, mas, existe sim uma influência coletiva, pois, música não cria violência do nada, mas, reforça valores e normaliza comportamentos.


Então, correlação direta e exclusiva? Não.

Correlação contributiva e amplificadora? Sim e MUITO.


Música não cria cultura do ódio pelas mulheres, mas, ajuda a normalizar quando certos estilos musicais cultuam letras que exaltam humilhação da mulher, objetificação da mulher, v1ol3nc1a s3xu4L, desumanização feminina, dominação, discursos de que ela gosta de v1ol3nc1a, narrativas de mulher como objeto descartável e romantização de homens violentos.


O feminicídio não nasce na hora do crime. Ele nasce muito antes : nas letras, nos vídeos, nos comentários, no riso, na cultura que ensina que a mulher não é pessoa mas sim só um corpo. Que a mulher não sente, só serve. Que a mulher não fala, só obedece e que a mulher não decide, é decidida por alguém.


E quando uma sociedade repete isso tudo em festas, carros, ônibus, redes sociais, streamings, bem como quando crianças e adolescentes crescem consumindo essas narrativas, elas passam a ser consideradas normais e a violência deixa de ser uma exceção e vira um sintoma social.


E esse post não é sobre demonizar alguma música nem culpar um único estilo, mas, sim, reconhecer que a cultura pode educar ou deseducar. Ela pode elevar ou rebaixar. E ela pode construir ou destruir. 


E perceber isso não é moralismo : é discernimento.


Nós precisamos falar sobre isso, trazer luz para isso, para, quem sabe, reconstruir a forma como ensinamos nossos filhos e filhas a enxergar o outro, o corpo do outro e a dignidade do outro. 


O feminicídio, cultura red pill, incels e outros movimentos que externalizam o ódio pelas mulheres nascem da misogenia que vê a mulher como posse, objeto, extensão do ego masculino e algo que o homem pode controlar e punir. 


As narrativas dessas músicas discursam justamente sobre tudo isso, reforçando uma atmosfera coletiva onde esses contextos são normalizados, aceitáveis e até “excitantes”. 


Então, no inconsciente coletivo, repetição vira amplificação.


Quando uma população cresce ouvindo milhares de vezes frases como :


“Ela só quer socadão, sentadinha e rebolada, vai ser pá pá pá, pá nessa malvada.”

“Pega ela de jeito, força que ela gosta.”

“Taca bebida depois taca a p* e abandona na rua”

“Deixa de frescura e...”

E etc., etc., etc., pois, os exemplo são milhares, tudo isso entra como narrativa de fundo da masculinidade.


Ou seja, ultimamente, segundo essas músicas, ser homem é dominar, calar, punir e possuir a mulher. 

E ser mulher é ser objeto, acessório e corpo sem subjetividade.


A cultura virou uma incubadora de homens emocionalmente analfabetos e agressivos que simplesmente não conseguem compreender que a mulher é um sujeito personificado e não simplesmente uma coisa a ser usada.


Essas músicas ultra-sexualizadas e violentas criam um campo de energia densa que ativam impulsos primitivos, amplificam compulsões, diminuem a empatia com o próximo, incitam agressividade e dessensibilizam a própria consciência do ouvinte.


É o completo oposto da sexualidade sagrada. 



As redes parasitárias que compactuam espiritualmente para que essas músicas façam sucesso se alimentam de luxúria desgovernada, moldam comportamento de massa, enfraquecem o discernimento e banalizam a violência contra a mulher.


E quanto mais essas música viralizam, mais essa rede se fortalecem, mais pessoas entram nesse campo e mais atos de ódio e violência contra a mulher acontecem.


A cultura do proibidão e similares cria homens hiperestimulados e mulheres desumanizadas, pois, sexualiza meninas cada vez mais cedo, normaliza p0rn0gr4f1a, coloca a mulher como um objeto, reforça o ciclo de descarte e enfraquece relações afetivas reais.


Homens passam a deseja corpos e não pessoas.


E onde não existe pessoalidade, a violência encontra terreno fértil, pois, diante do analfabetismo emocional, fica difícil compreender que a mulher é um sujeito personalizado e não um objeto de uso.


Então, a correlação com o aumento dos casos de feminicídio é multicausal, ou seja, tem várias causas, mas, as músicas que fazem sucesso hoje em dia é um dos vetores que alimenta esse problema social que estamos enfrentando.


Não dá para dizer, por exemplo, que os funks proibidões causam o feminicídio, mas, podemos afirmar que os funks proibidões e outros estilos de música ultra-sexualizada participa da construção que legitima a desumanização da mulher, e, isso aumenta o risco de violência contra ela.


O feminicídio é a ponta de uma cadeia, cadeia essa que esse estilo de música ajuda sim a fortalecer, assim como :  a p0rn0grafia extrema, a cultura do 3stupr0, a normalização da humilhação feminina, os discursos de ódio, a masculinidade tóxica, a ausência de educação emocional e a ausência de consequências reais para agressores.  


Eu acesso com frequência a Companhia Artística da Luz Divina atuando na limpeza dessas redes parasitárias, atuando na destruição desse glamour denso, no resgate da dignidade feminina, na proteção sexual sagrada, da recondução da sexualidade para a sexualidade sagrada e na libertação de padrões culturais destrutivos, então, por isso, resolvi fazer à essa egrégora, a pergunta que estampou a primeira página desse carrossel. 


Enquanto a cultura continuar dizendo que mulher é objeto, vai existir alguém disposto a tratá-la como tal.


Enquanto tudo que foi falado aqui continuar sendo cantado, dançado e aplaudido, a violência vai continuar sendo reproduzida.


Se queremos diminuir a violência contra a mulher, precisamos transformar não só as leis mas também o campo que forma o imaginário coletivo.


Música educa, molda e autoriza. E talvez seja por isso que esse assunto tenha vindo tão forte para mim.


Que tenhamos coragem de olhar para o que está sendo normalizado, coragem de questionar o que chamamos de “apenas uma música” e coragem de reconstruir o sagrado das relações, antes que os danos sociais dessas banalizações virem ainda mais estatística.


Antes de dizer “é só uma música”, vale perguntar : “que tipo de humanidade isso está alimentando?”. 


Porque essa onda de violência é um eco de uma cultura que aprendeu a tratar corpos como coisas, e, se a música educa o inconsciente, precisamos urgentemente escolher que tipo de música estamos deixando existir. 


Com amor divino,


Paula Carolina

FTHBR 44.531.



 
 
 

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