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Texto para a mulherada que vive escutando música que objetifica a mulher

  • Paula Carolina
  • 15 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Canalização 14/12/2025 :


“Hoje eu quero falar curto e grosso com essa mulherada que fica cantando todo dia que mulher é coisa e depois fica revoltada quando alguém a trata como objeto.


Deixo te falar, meu bem : quando você dança a humilhação, não adianta reclamar se a violência pedir bis. É você quem está criando, repetindo essas porcarias uma centena de vezes, a sua própria realidade.

Vocês juram que é liberdade? Empoderamento? Essa letra aí que faz qualquer homem covarde bater palma porque não precisa sentir nada : é só possuir, usar, cuspir e trocar? 


É sério isso?


Aí quando uma mulher morre, todo mundo vira santo, chora, se revolta, repudia... 


Repudia o quê, meu bem? Se você tava agora mesmo aí cantando que ela “merece”, que ela gosta de levar “marretada”, que ela “é só mais uma”. 


Deixo te falar : Não existe crime isolado num pais que ensina seus meninos a desejar sem empatia e suas meninas a se oferecem sem nenhum respeito e valor.



“Ain mas quer o quê? Censura?” - Não, meu bem, censura é matar uma mulher porque ela decidiu não ser do cara.


“Ain, moralista...” - moralismo é fingir surpresa, por isso tudo estar acontecendo, depois de anos que o corpo feminino está sendo tratado como lixo reciclável em refrão!

Eu cantei excessos sim, mas, nunca cantei anulação do outro.


E aliás, nem me venham me usar como desculpa, porque rebeldia sem consciência é só brutalidade e falta de respeito.


Se você acha normal cantar a desumanização, não se faça de inocente quando a violência resolver sair do som e entrar na vida real.

Porque toda cultura que ensina a tratar mulher como coisa, um dia vai lidar com homens que agem como monstros.


E aí, meu bem, não adianta pedir silêncio e respeito porque o barulho começou bem antes, até nos seus ouvidos, e, você foi cúmplice dessa balbúrdia.


Com amor divino e consciência,


Uma consciência aí que atua na luz divina, integrante da egrégora da Companhia Artística da Luz Divina, sem paciência pra hipocrisia.”


Por Paula Carolina

FTHBR 44.531.

14/12/2025.

 
 
 

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